Em reunião com CEMIG, Sindinova aponta reclamações da indústria calçadista

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Reunião com diretoria da CEMIG

O Sindinova recebeu, em sua sede, no dia 10 de novembro, diretores da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG). Intermediado pelo deputado Estadual Fábio Avelar, o encontro teve o objetivo de apresentar a evolução da cidade e pontuar as reclamações sobre manutenção e falta de energia.

O presidente do Sindinova, Ronaldo Lacerda, iniciou a reunião evidenciando os dados positivos de Nova Serrana como as ações de combate à criminalidade, por meio do Comitê de Segurança. Divulgou também a atuação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social composto por representantes da indústria e do comércio.

A reunião serviu para que os empresários calçadistas pudessem relatar alguns problemas com a prestadora de serviços, tais como: desligamentos/interrupções de energia em horário comercial; constantes piques de energia; marcação de interrupções e não execução da obra.

“Esta união do privado com o público mostra o crescimento da cidade que respira progresso. O que estamos buscando nos últimos anos é ter um desenvolvimento mais sustentável. Nova Serrana vem seguidamente crescendo mais do que outras cidades do estado. Então, demanda atenção, demanda serviços, demanda estrutura. Gostaríamos que a CEMIG tratasse destes pontos (de reclamação) com certo cuidado”, requisitou Lacerda.

Segundo o diretor de Distribuição da CEMIG, Marney Antunes, Nova Serrana é vista pela empresa com olhos diferentes tanto pelo desenvolvimento quanto pelo consumo de energia.

“Chamou-me a atenção a (construção) de outra subestação de grande potência aqui. Eu pedi a carga e eu me assustei com a demanda de crescimento de energia elétrica, então realmente se faz necessária a subestação”, afirmou.

Reclamações

Sobre as reclamações apontadas pelos industriais, o diretor da CEMIG teceu alguns comentários e sinalizou as dificuldades para atender às solicitações.

“Para atender às muitas obras e também clientes, nós precisamos, muitas vezes, desligar as redes. Quando o cliente pede uma solicitação, a concessionária de energia tem que atender no prazo especificado, definido pelo Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Precisamos cumprir estes prazos e, muitas vezes, não há como fazer a obra se não desligar a rede”, justificou.

Embora tenha ciência dos transtornos causados, Antunes declarou que a empresa adota todas as medidas necessárias para reduzir os impactos.

“Já estamos implantando outras formas para mitigar os desligamentos como o cabo subterrâneo, linha viva (energizada), gerador diesel, mas nem todas as execuções podem ser feitas assim. Os serviços são terceirizados, as obras são feitas por empreiteiras e, muitas vezes, está marcado o desligamento e na saída da inspeção checa a questão da segurança. Interrompemos, porque para nós a vida é em primeiro lugar. Nós não deixamos nossos empreiteiros colocar em risco a vida dos trabalhadores”, frisou.

Sobre a queixa de desligamentos em horário comercial, Antunes disse que “é evidente que trabalhamos para desligar nos sábados e domingos. São aquelas interrupções que envolvem maior número de clientes, que é uma recomendação e exigência da Aneel. Temos equipes de segunda a segunda para desligamentos”.

Em relação aos frequentes piques de energia, o diretor explicou como se dá a sua ocorrência e assegurou que a empresa tem um programa para averiguar toda a rede elétrica.

“Quando tem piques de energia é porque alguma coisa aconteceu na rede e alguma coisa ligou a rede. É evidente que não é intervenção manual, é fruto do automatismo da rede. Por exemplo, se uma folha de coqueiro, de forma transitória, esbarra na rede, esta desliga e a forma como ela saiu, liga novamente. A nossa obrigação é inspecionar e tirar esta folha do coqueiro. Colocamos um orçamento e já iniciamos um programa de 100% inspeção para que os piques não sejam reincidentes”, disse.

Marney descreveu as interrupções previstas para os próximos dias e argumentou porque era necessário manter os desligamentos para manutenção. Relatou ainda que existem 3500 obras atrasadas por falta de materiais, 20 delas em Nova Serrana.

“É importante que vocês saibam que todos os nossos desligamentos são registrados, tem um indicador que marca. Tem os desligamentos acidentais, que são causados por chuvas, temporais, raios e tem os programados. Temos uma equipe que analisa o quanto menor for o programado é melhor para todos, ou seja, é meta individual ter o menor número de desligamentos programados”.

“Não queremos interromper aquilo que já foi programado porque senão também frustra a expectativa de quem está esperando o serviço. As interrupções no final da tarde são compreensíveis. O que não pode é no meio do dia e estender por muitas horas. Queremos que as obras sejam feitas, mas estas paradas de 16h as 18h já minimiza bastante”, enfatizou Ronaldo.

Melhorias

De acordo com o diretor, a concessionária pretende investir cerca de R$ 12.5 bilhões no estado com obras de melhoria e, para isso, já iniciou alguns projetos para recuperar a qualidade de energia. Conforme explicou Antunes, a Cemig possui 413 subestações e pretende-se construir mais 200 num prazo de cinco anos.

“Decidimos vender as ações de fora e investir no estado porque tem muita energia reprimida. Hoje, 18% de toda a energia solar está aqui, disparadamente o primeiro estado. Não tem redes para suportar a energia e dissipar ela no sistema. Diante disso, lançamentos dois projetos: um é o Minas Mais Energia, que consiste na construção de mais 200 subestações. O outro programa é o Minas Trifásico para converter a rede monofásica em trifásica e levar energia para a população”, garantiu Antunes.

Ainda de acordo com Antunes, as cidades e regiões já foram definidas por critérios técnicos.

“Iremos atender prioritariamente onde há maior demanda reprimida para atender um maior número de clientes. O que nós decidimos como diretriz do nosso planejamento estratégico é a CEMIG ser a indutora do desenvolvimento do estado de Minas Gerais”, ressaltou.

Após a reunião os participantes foram até a construção da nova subestação para acompanhar as obras de melhoria.

Selma Assis
Assessora de Comunicação

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