Em visita ao Sindinova, Presidente da FIEMG prevê 8% de crescimento para a indústria

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Visita Flávio Roscoe ao Sindinova

Dirigente também apresentou uma campanha de valorização industrial e reforçou o associativismo

Cumprindo agenda em Nova Serrana na manhã desta quinta-feira, 24, o presidente do Sistema FIEMG, Flávio Roscoe, visitou uma fábrica de calçados e, logo em seguida, se reuniu com diretores no Sindinova. Dentre diversos assuntos, o dirigente afirmou que, neste ano, há uma expectativa de 8% de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para as indústrias de Minas Gerais.

Segundo o presidente da Federação, vários setores da cadeia industrial estão impulsionando o desenvolvimento econômico do estado.

“A indústria como um todo vai bombar. Temos uma estimativa que Minas Gerais crescerá 8% no setor industrial ainda em 2021. Vários setores estão muito bem, frutos de juros, políticas de incentivo, ajuda emergencial, isso tudo está dando uma mitigada. A arrecadação também está bombando no estado e da União”, avaliou.

O presidente do Sindinova, Ronaldo Lacerda, também fez suas ponderações sobre o momento positivo da economia no país.

“O Brasil caminha para um crescimento e o estado de Minas Gerais vive um momento melhor ainda. Setores como mineração e siderurgia estão puxando muito o crescimento e trazendo recursos que serão aplicados e distribuídos na economia. Além disso, Minas Gerais atraiu mais de R$ 100 bilhões só em 2021 de investimentos privados. Isso irá refletir no consumo e no nosso segmento de calçados também. Podemos dar mais atenção ao mercado de Minas Gerais porque ele vai reagir melhor que muitos outros estados”, avaliou Lacerda.

Investimentos

Diante do cenário favorável, alguns diretores fizeram questionamentos sobre as perspectivas futuras. Para Roscoe, o empresário que investir e modernizar o seu parque fabril sairá na frente e terá mais competitividade no mercado.

“O cenário econômico é muito favorável. Aproveite o momento em vista. É hora de investir, o Brasil vai crescer nos próximos 2, 3 anos. Tem vários índices favoráveis”, aconselhou e acrescentou: “A própria pandemia criou uma necessidade de várias empresas tanto americanas como europeias de diversificarem suas matrizes de compras e vai criar oportunidades para empresas brasileiras para não ficarem dependentes só da China. O industrial que fizer o investimento antes irá engolir o que não fizer, porque vai agregar uma margem de competitividade no produto dele”.

Associativismo e Campanha de Valorização

No início da reunião, Roscoe abordou sobre as atuações feitas pela Federação junto às autoridades políticas e a importância do associativismo para toda a cadeia industrial.

“A FIEMG tem trabalhado muito para que o associativismo seja ainda mais incrementado. O que estamos tentando fazer neste mandato é casar a atuação da FIEMG com as demandas das indústrias e tornar o ambiente de negócios mais fácil. Aqui em Nova Serrana já é um case de sucesso, mas não ocorre em todos os lugares. Temos favorecido muito esta sensação do pertencimento ao mundo associativo e às entidades de classe que representam os setores. Vamos defender o que é relevante para o setor industrial e para a sociedade”, ressaltou.

Ainda falando sobre a união empresarial, o presidente da FIEMG apresentou alguns vídeos da campanha de valorização da indústria, elaborado pela Federação em parceria com outras entidades. Com o slogan “A Indústria Tá”, o material publicitário busca exemplificar entre os mais diversos segmentos que a indústria está em todo lugar e faz parte da vida de todos nós, mostrando sua essencialidade.

“O objetivo da campanha é valorizar o segmento industrial como um todo e podemos fazer isso com o engajamento de vocês. Esta é uma maneira de valorizar o produto e valorizar a indústria como um todo. Quero convidar vocês do Polo a participar deste engajamento com inúmeras alternativas, seja com a divulgação em caixas de calçados ou nas mídias sociais”, explicou.

Novos canais de vendas

Com a pandemia do novo Coronavírus, muitas empresas se viram na necessidade de buscar novos canais de venda e, com isso, o mercado digital possibilitou esta oportunidade. Sobre este assunto, Roscoe também fez suas observações.

“A pandemia trouxe um alento para o setor industrial. Muitas indústrias estão vendendo diretamente para o consumidor. Com o crescimento do canal on-line, a indústria melhorou o markup, conseguiu fazer isso sem a ruptura da base comercial e, ainda, tem o feedback do consumidor muito mais rápido e adequado. Então, este é o grande ganho da pandemia para o setor industrial, é de todos o mais relevante”, frisou.

Ações de combate à pandemia

No ano passado, a FIEMG encabeçou várias ações em prol da minimização dos danos causados pela pandemia. A Federação entregou ao governo estadual 1.700 respiradores mecânicos para a rede de saúde que atende pacientes infectados com o novo coronavírus. Além dos equipamentos, a FIEMG já doou milhares de máscaras, jalecos, álcool glicerinado, dentre outros equipamentos.

Para Nova Serrana, foram doados 15 respiradores, destes 10 foram repassados ao hospital São José e cinco para a UPA.  O hospital também recebeu um quarto completo de CTI com dois leitos, por meio da FIEMG.

“Tivemos uma campanha bastante exitosa no combate à Covid-19. Nenhum estado brasileiro, durante a pandemia, comprou e doou mais respiradores que a FIEMG para o estado de Minas Gerais. Isso mostra a credibilidade da FIEMG com os industriais. Administramos, no total com as indústrias, mais de 1 bilhão de reais de doação. Os nossos 1700 respiradores, na nossa conta, já salvaram, no mínimo, 25 mil vidas”, destacou Roscoe.

Recentemente, o setor produtivo mineiro, por meio da FIEMG, abraçou a campanha Unidos pela Vacina, iniciada por Luiza Trajano, presidenta do Conselho de Administração do Magazine Luiza. Por meio do Conselho Estratégico da Federação mineira, que reúne os maiores industriais do estado, a FIEMG também irá doar, para 200 municípios, itens essenciais para que a vacinação da população ocorra de maneira mais eficaz e rápida, como seringas descartáveis, luvas, jalecos, câmaras frias e freezers.

Além dos diretores do Sindinova e do presidente do Sistema FIEMG, participaram também do encontro o presidente da FIEMG Regional Centro-Oeste, Eduardo Soares e a assessora de Relações Sindicais, Laila Katina.

Selma Assis
Assessora de Comunicação | Sindinova

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