Mulher, o elo da indústria calçadista

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Sexo feminino corresponde a mais de 15 mil profissionais no polo calçadista de Nova Serrana

 

A comemoração do Dia Internacional da Mulher tem sido cada vez mais emblemática e, desde bem antes da instauração da data, em 1911, as mulheres figuram papéis de importância na história da humanidade. O próprio 8 de março é histórico: ele recorda um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York naquele ano, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Uma lembrança trágica que simboliza a trajetória das lutas femininas ao longo dos anos.

Hoje em dia, as mulheres vivem o momento do empoderamento feminino, que resgata a necessidade de equidade entre os gêneros e a força do chamado “sexo frágil”. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (RAIS 2016) mostram que, somente na indústria mineira, elas representam 23,8% de toda a mão de obra. São quase 250 mil mulheres fortalecendo a cadeia produtiva no Estado. Destas, 7% estão ligadas á produção de calçados. “Hoje é um dia que merece ser comemorado por nós, mulheres, pela luta por igualdade de gênero e justiça no mercado de trabalho. Mas, apesar das conquistas e de continuarmos progredindo no mercado de trabalho, as nossas condições ainda estão longe de serem iguais às dos homens”, argumenta a assessora de Relações Sindicais do Sistema FIEMG, Maria Rita Santana.

   

Neste dia 8 de março, é importante lembrar o quanto as mulheres contribuem para nosso polo. “No setor calçadista, e especificamente Nova Serrana, a força de trabalho feminina é forte e com grandes perspectivas de melhoras, devido ao aquecimento do mercado. Continuaremos firmes no propósito de sermos reconhecidas em igualdade e condições”, complementa Santana a assessora. No polo calçadista de Nova Serrana, as mulheres são referência de produtividade e liderança. De pespontadeiras a donas de fábricas, elas conquistaram seu espaço no setor e fazem toda a diferença na hora de criar, produzir ou vender os produtos.

Ivone Alvarenga, gerente comercial da Mouser, trabalha desde os 16 anos na indústria calçadista de Nova Serrana e, como mulher, sente que sua força contribui bastante para o desenvolvimento de nosso polo. “A mulher tem bom gosto e a intuição para lidar com a moda, o que colabora no processo de desenvolvimento de coleções. Além disso, sempre há pelo menos uma mulher na liderança de alguma indústria de Nova Serrana. É sinal de que estamos conquistando cada vez mais espaço no mercado”, afirma.

   

O reconhecimento do trabalho da mulher aumentou ao longo dos anos. Esse espaço foi conquistado com muita determinação e, ainda hoje, elas batalham para mantê-lo. “Não tínhamos o tratamento de igual para igual e o respeito que temos hoje. As mulheres que trabalham com o calçado em Nova Serrana são atuantes, participativas e respeitadas. Não que trabalhemos mais que os homens, mas nos esforçamos tanto quanto”, defende Janaína Oliveira, gerente comercial da Nadya Ribeiro. Janaína trabalha há quase 20 anos no setor calçadista e participou da primeira feira de Nova Serrana, quando ainda era a “Nova Serrana Feira e Moda”.

Além do trabalho árduo, Angélica Costa, lojista da Angélica Calçados (Feira de Santana/BA), define seu sentimento quando fala sobre a profissão. “Eu trabalho com o que eu gosto, além de ser apaixonada por sapatos. Como trabalho diretamente com o público feminino, consigo me aproximar mais das minhas clientes”, garante. A sensibilidade feminina, que proporciona sororidade (união entre as mulheres, pautada pela empatia e pelo companheirismo), impulsiona o potencial da mulher. “Os desafios são sempre os mesmos: aumentar as vendas, ficar no azul e cativar nossas clientes, mas usamos o contato de mulher para mulher como forma de nos aproximar, escutar e entender suas reais necessidades”, explica Marcela Amaral, lojista da Toda Musa (Rio de Janeiro/RJ).

   

Ser mulher é sentir-se realizada, plena e capaz de enfrentar cada desafio e saborear as pequenas vitórias do dia a dia. “A mulher é mãe, esposa, dona de casa e tem vários papéis, mas é isso que nos move e o que nos torna independentes e mais capazes de traçar nosso próprio caminho. Sinto-me realizada fazendo o que faço”, ressalta Neyla Venâncio, proprietária de loja homônima (João Pessoa/PB). Ela trabalha com moda há 19 anos e começou na escola, vendendo para as amigas.

As mais de 15 mil mulheres (RAIS/MTE 2015) inseridas em nosso mercado de trabalho são responsáveis pela produtividade e geração de renda. “A realidade das mulheres está cada vez mais favorável. Nós conquistamos independência e temos nosso valor. Somos nós quem compramos e decidimos, sem contar o fato de estarmos à frente de empresas, administrando e liderando pessoas. Estamos nos superando diariamente”, finaliza Lucimar Silva, proprietária da Luma Luz e diretora de Relações Sociais do Sindinova.

O Sindinova parabeniza às mulheres do polo calçadista de Nova Serrana, que fazem parte do time de profissionais que usam sua força para fortalecer ainda mais o elo da indústria.

 

 

Antônio Azevedo
Assessoria de Comunicação | Sindinova
(37) 3228-8500 | comunicacao@sindinova.com.br

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