Município adquire testes rápidos para detecção de Covid-19

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Testes deverão ser feitos a partir do 7º dia; setor de RH e Departamento de Segurança e Medicina do Trabalho deverão acompanhar os atestados emitidos pela UPA e PSFs

Reunião com secretária de saúde sobre Covid-19

Em virtude dos casos de Covid-19 terem aumentado na cidade e as pessoas, consequentemente, terem afrouxado com as medidas de segurança, o Sindinova convocou, na última segunda-feira, 24, os secretários da saúde e indústria e comércio, além de médicos do trabalho e empresários calçadistas para uma reunião em sua sede.

Uma das preocupações era a possibilidade de infectados ou suspeitos de Coronavírus estarem desrespeitando as orientações de isolamento e colocando em risco outras pessoas. Em pauta, os industriais buscavam informações sobre os procedimentos adotados pela prefeitura e como estavam sendo feitas as avaliações, os acompanhamentos de casos positivos e suspeitos e a entrega de atestados pelos médicos.

A secretária de Saúde, Gláucia Sbampato, afirmou que as orientações repassadas ao corpo clínico eram pela adoção do protocolo do Ministério da Saúde e explicou como se faz as análises de casos suspeitos.

“Todo paciente que chega com algum dos sintomas, ele pode ser considerado suspeito por síndrome gripal ou doença respiratória aguda, então, notifica-se e esta notificação é como se fosse um protocolo de investigação”.

A secretária esclareceu que o período de transmissão do vírus dura, em média, 14 dias e que, após este intervalo de tempo, é feita nova avaliação para ver se o paciente se recuperou ou não.

“A análise é feita em cima da situação clínica do paciente. Quando sabe que a pessoa está com suspeita de Covid-19, faz-se a investigação e (o paciente) tem que ficar em isolamento domiciliar. Hoje, nós temos testes rápidos que são feitos a partir do 7º dia de sintomas”, ressaltou.

Regras para a empresa

O médico do trabalho, Gladstone Alvim, citou a Portaria Conjunta nº 20, que estabelece as medidas a serem observadas visando à prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão da COVID-19 e recomendou aos empresários atenção e aplicação destas normas nos ambientes de trabalho.

Gladstone diz que, do segundo ao quarto dia, deve-se fazer o teste molecular, do sétimo ao décimo dia há dois testes: o teste rápido, que mostra o IGM ou IGG (mostram a reação dos anticorpos no organismo) e o teste sorológico quantitativo.

“Quem é suspeito, tem que ficar suspenso do serviço e isolamento domiciliar. Enquanto não se têm os resultados dos testes, não pode liberar o paciente. Se não tiver mais sintomas e o teste der negativo, a partir do 10º dia, pode liberá-lo para o trabalho”, enfatizou.

Acompanhamento

Durante a reunião, os participantes decidiram que os atestados repassados pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou Programa Saúde da Família (PSF) e apresentados pelos funcionários seriam acompanhados pelo setor de Recursos Humanos e Departamento de Segurança e Medicina do Trabalho da empresa.

“As fábricas precisam ter as ações de prevenção, sanitárias e de saúde contra a Covid-19. É um risco muito grande manter alguém com sintomas de gripe, pois pode contaminar outros funcionários. Todos os funcionários que estiverem com suspeita e procurado a rede pública de saúde, devem ser acompanhados pelo RH e pelo médico do trabalho da empresa”, orientou o presidente do Sindinova, Ronaldo Lacerda.

Também ficou definido que as empresas deverão reforçar as medidas de prevenção no ambiente laboral e orientar os funcionários quanto à proteção fora do local do serviço.

Os empresários cobraram da Prefeitura uma campanha de conscientização, de forte impacto, para que as pessoas usem máscara também na rua.

Selma Assis
Assessora de Comunicação

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