Paralisações já provocam quase 50% de ociosidade na indústria calçadista, aponta Abicalçados

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paralisação

Pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontou números preocupantes para o setor calçadista devido às paralisações ocorridas nas últimas semanas do mês de maio. Muitas empresas estão com estoque abarrotado de mercadorias, já prevendo férias coletivas ou até demissões em massa.

A inquietação reflete com os desdobramentos e as consequências da greve no abastecimento de matérias-primas e insumos necessários à produção e, em consequência, com as perdas decorrentes da descontinuidade na atividade, da dispensa de pessoal, além da impossibilidade de embarque de produtos prontos aos mercados.

Números

Em levantamento feito entre as principais empresas produtoras, correspondendo a aproximadamente 70% da produção anual do setor, constatou-se que 49% da força de trabalho da indústria calçadista encontra-se ociosa em razão do desabastecimento e que, na outra ponta, cerca de 32% dos embarques de calçados prontos correspondendo a um mês de atividades encontram-se em depósito nas fábricas, aguardando condições de tráfego para encaminhamento aos compradores.

A consulta mostrou ainda que, caso o abastecimento de insumos não se normalize, 84% das empresas serão obrigadas a suspender as atividades de manufatura no dia 1º de junho, sexta-feira próxima. E, se a situação não se regularizar até o início da semana próxima, praticamente todas as fábricas serão atingidas.

Atualmente o Brasil possui 2,5 mil indústrias de calçados – e mais de 5 mil empresas prestadoras de serviços, que dependem diretamente da atividade, com uma força de trabalho de em torno de 300 mil pessoas. Em caso da não reversão rápida da situação, o impacto atingirá a mais de 230 mil trabalhadores no curtíssimo prazo.

Nova Serrana

Em reunião ocorrida ontem no Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Calçados de Nova Serrana (Sindinova), os diretores membros demonstraram preocupação com o atual cenário político e econômico do país. As paralisações provocaram efeito cascata em diversos segmentos ligados direta ou indiretamente às indústrias calçadistas do Polo de Nova Serrana.

O vice-presidente do Sindinova, Júnior César Silva, teme que os produtos não cheguem ao destino e desencadeie um prejuízo sem proporções. “As mercadorias já enviadas para o comércio em função do Dia dos Namorados – que é uma data de grandes expectativas de vendas – correm risco de não chegarem a tempo para a comercialização. As lojas não terão tempo de serem reabastecidas no prazo, podendo gerar devoluções, aumento dos estoques e prejudicar o faturamento das indústrias”, receia Silva.

Diante das circunstâncias, várias empresas do Polo já começaram o processo de paralisações, outras estão programando férias coletivas e algumas até demissões.

Selma Assis
Assessoria de Comunicação | Sindinova
(37) 3228-8502 | comunicacao@sindinova.com.br

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