Sindinova dá início ao projeto do Novo Posicionamento Estratégico do Polo Calçadista 2020-2030

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Formação de grupos SEBRAE

Projeto elaborado pelo SEBRAE conta com a participação dos associados ao Sindinova 

Na primeira semana de julho, o Sindinova recebeu em sua sede o consultor de Inteligência de Mercado do SEBRAE, Gustavo Vanucci, para dar andamento ao projeto de reposicionamento do Polo Calçadista de Nova Serrana. Idealizado no ano passado, a proposta tem o prazo de 10 anos para ser concluída.

Nesta primeira etapa, associados ao Sindinova foram convidados a participarem do projeto. Os membros foram divididos em três grupos temáticos: Cobertura Geográfica e Canais de Marketing e Distribuição; Inteligência Comercial e Defesa do Território e Agência de Vendas (Inside Sales). Cada equipe conta com sete a nove membros.

O intuito é tirar o planejamento do papel e colocá-lo em prática. Para isso, os membros deverão realizar diversas tarefas de acordo com o grupo temático inserido. O objetivo é, até 2030, produzir 15% a mais de pares de calçados (passando para 115 milhões anualmente), aumentar o preço médio do calçado em 10% e reduzir o custo dos atravessadores em 10%.

Vanucci explica que foram feitos diversos estudos no Brasil e também no exterior para entender as tendências mundiais e avançar com as expectativas do Polo.

“Recuperamos um trabalho que o SEBRAE fez em 2008 onde, na época, o Polo era conhecido só como produtor de tênis e passou a ser produtor de modinha. Com isso, conseguimos crescer 35% em volume até 2019. Agora, precisávamos de outro salto para 2030. Alinhamos esse conceito de pegar tendências do Brasil e do mundo e que precisavam ser implementadas de forma que não se perdesse o mercado que já foi construído. Também que se pudesse agregar valor para atingir três pilares que é  crescer 15% do volume,  aumentar 10% do preço e reduzir 10% do custo de logística vendas e marketing”,  esclareceu.

Pontos de vendas

Hoje, as fábricas do Polo Calçadista de Nova Serrana vendem para um número limitado de lojistas nacionais. Segundo o consultor, um dos principais propósitos do planejamento é ampliar os pontos de vendas para todo o país.

“Foram elaborados os construtos e imagens de que o Polo aqui tem tratamento diferenciado em relação aos seus clientes, fornecedores, comunidade e o social. Queremos manter isso sem perder o principal componente que é agilidade, volume de produção e o custo-benefício. Então, temos que traçar as estratégias para manter o território que já temos e avançar nos territórios que ainda não participamos”, explica Vannuci.

Um dos canais mais citados pelo consultor, durante as reuniões, é a venda em Atacarejo. Vanucci enfatiza que é um mercado em ascensão e que oferece grandes possibilidades de lucros.

“Existe uma pesquisa feita pela IEMI – Inteligência de Mercado – que indica que, nos últimos dois anos, o canal que mais cresceu, que mais aumentou sua participação foi o setor supermercadista. Não é o setor supermercadista simples e puro de mercearia, estamos falando do setor Atacarejo, de atacado e distribuidores. Prova disso é que os grandes players do varejo brasileiro já estão no supermercado. Este é um dos canais que acreditamos que possa potencializar, principalmente, o crescimento em 15 milhões de pares de calçados com a entrada definitiva nesse mercado em todo território nacional”, disse.

Na segunda etapa do projeto, os grupos trabalharão os seguintes temas:

  • Sustentabilidade e Impacto Social, Ambiental e Governança (ESG);
  • Internacionalização e Comércio Exterior;
  • Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento (P&ID).

Selma Assis
Assessora de Comunicação

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