Sindinova faz reunião com representantes da Cemig e cobra diversas melhorias

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Sindicato ficou responsável por receber solicitações de demandas de energia e ampliação de carga das indústrias; Cemig buscará melhorar o atendimento com os consumidores

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O Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Calçados de Nova Serrana (Sindinova), atendendo à solicitação de fabricantes de calçados e do deputado estadual Fábio Avelar, recebeu na manhã desta segunda-feira (11/06) empresários, autoridades políticas e dirigentes da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) para uma reunião. Os assuntos tratados foram à construção da nova subestação no município, as frequentes paradas para manutenção de rede, a demanda reprimida, o aumento do valor tarifário e falta de um canal de atendimento entre a companhia elétrica e as indústrias.

Os empresários questionaram os representantes da Cemig sobre a demora na construção da nova subestação e cobraram melhorias na oferta de energia. “O que nós esperamos e o que os empresários de Nova Serrana, prefeito, deputado, dona de casa, trabalhador espera é que a Cemig e o governo do Estado ou as autoridades constituídas de qualquer espécie olhe Nova Serrana com um olhar diferenciado com o resto do estado. Não há nem em Minas Gerais e nem no Brasil nenhum município em torno de 100 mil habitantes que gere a quantidade de empregos, que pague os impostos que nós pagamos. Nós requeremos o básico”, reivindicou Pedro Gomes, presidente do Sindinova.

O prefeito de Nova Serrana, Euzébio Lago, também exigiu explicações da empresa e disse que a capacidade de geração da atual subestação não seria suficiente. “Esta reunião é importante não menos do que aquela reunião que estivemos aqui que foi proposto e anunciado pela Cemig que o problema de carga em Nova Serrana estaria resolvido, aumento da capacidade da subestação, da probabilidade de início da outra subestação. Isso não aconteceu, pelo menos pelo que a gente tem visto no dia a dia na demanda das empresas quanto à questão de energia. É até irônico, uma situação interessante essa, porque no momento de crise em que milhares de pessoas estão desempregadas, Nova Serrana consegue gerar mais de 11% da média nacional de emprego e não tem energia para trabalhar”, criticou Lago.

Nova Subestação

A companhia elétrica tem um planejamento de uma nova subestação no município para atendimento daqui a cinco anos. O gerente de relacionamento com o Poder Público da Cemig, Ernando Braga, explicou que desde a última reunião, ocorrida em agosto do ano passado, foram feitos investimentos de R$ 3,5 milhões na subestação atual, mas que para atender toda a demanda é necessária a construção de uma nova subestação, da qual terá quase o dobro da capacidade gerada hoje pela unidade instalada em Nova Serrana.

“Nós transformamos a subestação hoje que tinha uma capacidade de 50MVA para uma capacidade de 65MVA, com isso nós conseguimos atender a toda uma demanda reprimida aqui do município e nós temos uma ociosidade de 20% na subestação. Hoje, nós estamos trazendo a informação de um novo investimento de R$ 36 milhões que será construída uma nova subestação, uma subestação de 50MVA com tecnologia nova”, afirmou.

Terreno

Na segunda-feira, os dirigentes da Cemig e algumas autoridades visitaram três terrenos para avaliar o melhor local de implantação na nova subestação.

“Já temos oito áreas mapeadas aqui dentro do município e nas redondezas. Hoje vamos visitar mais três possíveis terrenos para que nossa área de planejamento possa definir dentro do rol técnico qual é a melhor área para montar esta subestação”, afirmou Braga.

Aumento tarifário

Segundo o deputado Fábio Avelar, haverá no próximo mês um aumento da tarifa no valor de 34% para as indústrias e 24% para as residências. No caso das indústrias, 30% seria destinado à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e os outros 4% para a Cemig. Braga informou que a cada cinco anos é feito um processo de revisão tarifária e que o período da revisão seria de 2014 a 2018. O dirigente explicou também que apenas parte deste valor fica com a empresa e que a maior parte vai para o governo federal e à Aneel.

“Apenas 4,37% fica com a Cemig que é a parte que estamos sendo ressarcidos da manutenção, operação e ampliação do nosso sistema que é o investimento que trouxemos aqui pra vocês. A Cemig não tem nenhum domínio sobre essa revisão tarifária”, afirmou Braga. Avelar ressaltou que trabalhará com os deputados federais para que busquem a redução do aumento de 30% da carga tributária.

Paradas para manutenção

Segundo os empresários, as frequentes faltas de energias e paradas para manutenção no horário comercial têm causado prejuízos na produção e gerado outras consequências. Pedro Gomes solicitou que as manutenções fossem realizadas nos finais de semana ou no fim de tarde.

“Nós queremos que a Cemig possa suprir a gente de acordo com aquilo que é contratado por todos nós. O pior é você marcar um serviço de manutenção, de coisas que precisam mudar para 8h da manhã e fica com sua fábrica parada até uma hora da tarde. Quando na verdade, aquilo poderia ser feito num sábado, num domingo, podia ser feito de quatro e meia da tarde a seis da tarde. Queremos ter energia suficiente para que nossas empresas possam trabalhar”, reivindicou o presidente do Sindinova.

Euzébio lembrou que será implantado na cidade um hospital com 19 mil metros quadrados, um investimento de 100 milhões de reais e que a demanda de energia não pode faltar. “Precisa de qualidade, pontualidade no serviço e oferta”, reforçou.

Diante das considerações, Braga esclareceu que o desligamento e a manutenção preventiva dependem de condições técnicas e logísticas que, muitas vezes, impedem a realização nos fins de semana. “Nós temos analisado, discutido, para adequar dentro da necessidade e realidade de vocês. O desligamento é programado por uma equipe especializada, a Cemig tenta otimizar para fazer o máximo de serviços preventivos possível dentro daquele tempo. Não tem como a Cemig executar a manutenção preventiva sem desligar o sistema”, reforçou.

Atendimento aos consumidores

Outra reclamação apresentada foi a deficiência de um canal para atendimento entre a companhia elétrica e as indústrias. Diante da ineficácia deste suporte no escritório da empresa com as indústrias, o Sindinova se dispôs a atender as solicitações de ligamento e ampliação de fornecimento de energia por parte das indústrias e repassar estas demandas à Cemig até que se resolva o problema do atendimento.

Braga afirmou que na próxima reunião levará o gerente e os respectivos agentes de relacionamentos da empresa para que possam tirar dúvidas, apresentar a estrutura de atendimento e melhorar o relacionamento entre a empresa e os consumidores.

Selma Assis
Assessoria de Comunicação | Sindinova
(37) 3228-8502 | comunicacao@sindinova.com.br

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