Em reunião no Sindinova, fornecedor garante matéria-prima até o fim do ano

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Preços altos e limitação de produtos preocupam fabricantes de calçados: fornecedor diz que aumentou a capacidade produtiva

CAPA

Devido à retomada das vendas do setor calçadista e alta do dólar, os preços de matéria-prima para fabricação de calçados tiveram, nos últimos dias, um expressivo aumento.  O encontro ocorrido na manhã de hoje, na sede do Sindinova, contou com a participação de 17 empresários do Polo Calçadista e também de um fornecedor de Policloreto de Vinil (PVC).

Com receio de faltar materiais no mercado, o Sindinova levantou algumas questões que estavam gerando incertezas aos industriais. O proprietário da Lev Termoplásticos, Anselmo Almeida, apresentou os indicadores que influenciaram o aumento do valor do produto.

Segundo Anselmo, a partir de maio até agosto, a resina de PVC sofreu um significativo aumento de 41,48%, com consequência escassez do material e acompanhando a subida do dólar que chegou a 5,607.

“As matérias-primas principais de nosso negócio subiram também. É o que está acontecendo com a safra de soja, que é um dos componentes de nossos produtos. Aumentou 55%, então temos escassez de resina de PVC e de óleo de soja”, informando também que a Europa vive o mesmo dilema.

Matéria-prima garantida

O fornecedor garantiu que irá atender a todos os clientes, porém não sabe precisar se o preço irá estagnar ou aumentar nos próximos meses. Questionado se a previsão de produção no período de setembro a dezembro de 2020 seria similar à mesma data de 2019, Almeida afirmou que conseguiu aumentar um pouco a produção, devido aos ajustes de maquinários e que dará preferência aos clientes que já estavam trabalhando com a empresa.

“Iremos atender até dezembro os clientes que estavam mantendo a média de compra conosco, não conseguimos atender além disso. Será feita uma média de compra e os clientes serão 100% atendidos”, assegurou.

 Sobre a visão de direcionamento sobre a indústria de calçados em relação ao Brasil e Nova Serrana, Almeida recomenda que os empresários se unam e valorizem o seu produto.

“A pandemia nos deu a oportunidade de mostrar que precisa ser revista a maneira de comercializar o sapato em Nova Serrana. Esta situação de falta de matéria-prima vai passar porque ela atingiu vários setores, então isso vai mudar”, disse confiante.

Balanço da reunião

Muito diferente dos meses anteriores à pandemia, o cenário vivenciado hoje pelo setor calçadista requer outros planejamentos e estratégias. O presidente do Sindinova, Ronaldo Lacerda, fez um balanço da reunião.

“Nas últimas semanas, observamos grandes aumentos no preço e de limitação de matérias-primas, isso causou grande preocupação nas fábricas locais. Todos que estavam na reunião chegaram à conclusão de que está difícil estabelecer os preços para venda de produtos em novembro, em razão da falta de base de preços de matéria-prima”, ressaltou.

Na próxima segunda-feira, outra reunião está agendada, desta vez com a Max Termoplásticos.

Selma Assis
Assessora de Comunicação

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