
Um ano de superação. Assim 2012 pode ser definido para o polo calçadista de Nova Serrana. Com queda significativa de produção no primeiro semestre e recuperação acima do previsto no segundo, o ano fecha com fabricação de 105 milhões de pares, o que significa um recuo de 4,5% na produção em relação a 2011, quando foram produzidos 110 milhões. Uma recessão menor que a produção calçadista nacional, que de acordo com último índice fornecido pelo IBGE, diminuiu em 5,2% no acumulado de janeiro a setembro deste ano no comparativo com o mesmo período de 2011.
Marcado pelo reposicionamento de mercado, 2012 foi um período em que muitas empresas passaram por uma transição na produção, deixando o calçado esportivo e migrando para o feminino. O diretor do Sindinova – Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Calçados de Nova Serrana, Júnior César Silva, explica essa mudança contribui para o polo de Nova Serrana ter um melhor balanço que o cenário nacional do setor calçadista. “Até o último ano, a produção do polo era com predominância do esportivo, nesse ano o feminino já atingiu 40% de todo montante” afirmou Silva que explicou também que essa reestruturação impacta diretamente na quantidade de pares fabricados. “O tempo e o custo de produção são menores, com isso o número de calçados femininos produzidos em um único dia chega a ser o dobro de tênis fabricados”.
De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), no comparativo mensal referente ao mês de setembro, o índice de produção calçadista nacional cai ainda mais, diminuindo 9,7%. “Contrariando esse cenário, o polo calçadista de Nova Serrana aumentou sua produção nesse período, em virtude dos pedidos de fim de ano”, ressalta Silva. Ainda segundo a Abicalçados, o volume de vendas de calçados aumentou em 2,6% no comparativo dos primeiros oito meses desse ano com o mesmo período de 2011. A motivação desse fato é o aumento das importações predatórias, especialmente dos calçados asiáticos. A entrada de calçados no período de janeiro a outubro cresceu 17% quando as exportações caíram, no mesmo período, 15,3%. “O que mostra que a concorrência desleal dos países asiáticos continua assombrando a produção no país”, afirma Silva.
As perspectivas para 2013 são de crescimento, tanto de mercado como de produção. “Em análise de dados divulgados pela Fiemg, podemos perceber que os próximos três anos têm expectativa de crescimento da indústria, principalmente motivado pelos grandes eventos esportivos que o país vai receber”, conclui Silva. Outro fator que deve ser considerado também é a aceitação dos produtos do polo de Nova Serrana no mercado, devido sua diversidade, que aliam qualidade, tecnologia e preço competitivo.







