O ano de 2014 será lembrado com certo desânimo pelos fabricantes de calçados de todo o Brasil. As vendas no varejo tiveram queda, assim como a produção de calçados, segundo dados do IBGE, divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados – Abicalçados.
O impacto também pode ser visto no varejo interno, já que houve aumento no desemprego. “Devemos encerrar o ano com 20 mil postos de trabalho a menos”, lamenta Klein, para quem o modelo de crescimento sustentado no consumo acabou e deve ser revisto pelo governo. “O próximo ano será de ajustes necessários. A nossa expectativa é que, com os ajustes certos, possamos voltar a crescer em 2016”, diz.
As exportações também sofreram queda. Foram embarcados 114,7 milhões de pares, com geração de US$ 948 milhões, 3,9% a menos que em 2013, como explica o presidente da Abicalçados. “Tivemos muitos problemas com os embarques para a Argentina, nosso segundo principal mercado. Depois tivemos os problemas recorrentes, do Custo Brasil, somados nesta feita às bruscas oscilações cambiais e a instabilidades políticas e econômicas em nossos principais mercados”, aponta.
Ainda de acordo com Heitor Klein, a expectativa é de que a indústria calçadista busque mostrar a identidade do que é produzido, dentro e fora do país. “Evidente que vamos seguir na busca de condições melhores de competitividade e desenvolvimento para o calçado brasileiro, mas é preciso encarar os problemas com pró atividade, esperando menos do poder público e mais do próprio setor em termos de melhorias na produtividade e qualificação do nosso produto”, conclui.
Fonte: Abicalçados






