O ano de 2015 deverá ser de cautela para todos os setores, inclusive para a indústria de calçados, já que o anterior não foi dos melhores para o setor calçadista. O presidente da Abicalçados – Associação Brasileira das Indústrias de Calçados, Heitor Klein comenta sobre a perspectiva das feiras neste ano, e do crescimento de eventos como esse produzido pelos polos.
Qual a importância de feiras como a Zero Grau, Sicc, Fenova e outras para as indústrias calçadistas?
As feiras regionais são importantes e demonstram a força do setor calçadista brasileiro que precisa abastecer, em tempo, um país diversificado e de dimensões continentais como o nosso.
A cada ano, tem aumentado a preocupação dos organizadores em melhor o desempenho das feiras?
As feiras comerciais de calçados são importantíssimas para movimentar o setor, servindo, inclusive, como um termômetro das vendas para as temporadas propostas. É preciso, porém, que as promotoras estejam atentas aos anseios do mercado, apostando no timing certo, em estrutura e na qualificação dos expositores.
O ano de 2014 foi complicado para o setor calçadista. Acredita que as feiras realizadas em 2015 serão impactadas por esse declínio?
Para 2015, a expectativa é de melhora gradual nas exportações, alavancadas por um câmbio mais competitivo e a recuperação das principais economias internacionais. Já no mercado doméstico, a perspectiva, estimulada pela inflação a aumento no endividamento das famílias, é de queda nas vendas. De um lado, alguém poderá concluir apressadamente de que a perspectiva de queda não recomendaria a participação em eventos nacionais. Uma outra perspectiva poderá concluir pelo contrário, de que é importante investir em promoção diferenciada para se destacar em mercado ainda mais competitivo. Cada cabeça uma sentença.






