Após um ano e meio de batalha, reuniões na Secretaria da Fazenda, encontros com lideranças políticas, e de entidades ligadas à indústria, a decisão final sobre o RET – Regime Especial de Tributação decepcionou os empresários nova serranenses. A Secretaria da Fazenda do Estado de Minas Gerais decidiu que será cobrado o imposto sobre o estoque existente nas empresas anterior a implantação do Regime.
Segundo Pedro Gomes, presidente do Sindinova, a orientação do Sindicato frente a situação, é que os fabricantes entrem em contato com seus contadores, para definir a melhor estratégia. Ainda de acordo com ele, a cobrança trará consequências para o polo. “Nova Serrana gerou quase três mil empregos no primeiro trimestre deste ano, graças ao setor calçadista. Tudo isso, em meio a uma instabilidade econômica. Essa decisão pode gerar impactos negativos para o polo calçadista. Nem todos terão condições de arcar com essa cobrança inesperada, o que pode gerar demissões”, afirma.
O contabilista Antônio Sávio Parreira de Almeida, explica que o momento não é dos melhores, o que faz com que os empresários estejam apreensivos com o RET. “É obrigatório, visto que, os que não pagarem irão sofrer uma autuação fiscal”.
Empresários
Uma empresária do polo, que não quis ser identificada, comenta estar indignada com a cobrança. “Estamos sem opção. O governo usou de esperteza. Virou as costas quando mais precisávamos”, diz.
Indignação também por parte de outro fabricante, que também preferiu não ter o nome descrito. Segundo ele, a situação causou desânimo. “É revoltante ter que arcar com isso. O descaso do governo com as indústrias de Nova Serrana me deixa desacreditado”.






