Pesquisa é apresentada nos principais polos calçadistas do país
Empresários e todos aqueles ligados a indústria calçadista do polo de Nova Serrana, estiveram no espaço Sindinova para conferir a pesquisa “Perfil do Varejo Brasileiro de Calçado”, apresentado pelo consultor da Couromoda Airton Manoel Dias. Mais de dois mil pontos comerciais de norte a sul do país foram consultados.
Durante a apresentação, ele falou sobre a importância de buscar uma relação de parceria com o lojista, e não apenas de entregador do pedido. É um bom começo para fidelizar o comprador. “Cada vez é necessário ser um parceiro do varejista, e não apenas enxergá-lo como cliente”, diz. Segundo Airton, a indústria do calçado no Brasil tem potencial para elevar-se ainda mais. O consumo de sapatos no país faz com que estejamos entre os quatro maiores consumidores deste produto no mundo.
Uma das ações para que as indústrias tenham retorno ao distribuir o produto, é observar o nicho de mercado. O investimento em pesquisas internacionais poderia ser utilizado na observação do que está mais próximo da realidade do público-alvo. “É preciso que o desenvolvimento esteja conectado com a “vida real”. Nem tudo o que é visto lá fora gera resultado para o nosso mercado”, comenta.
Alguns dados chamam a atenção no estudo. Cerca de 30% dos lojistas faturam menos de R$100 mil. A maioria das empresas está classificada na modalidade Simples Nacional, 78%. No que diz respeito à sazonalidade de vendas pelo Brasil, existe uma inversão. Os melhores meses para vendas têm sido janeiro e fevereiro, devido às liquidações que se tornaram rotineiras no período. Já em novembro e dezembro, o movimento é menor. Foi observado também que as despesas fixas pesam menos para quem tem de a 1 a 5 pontos, diferentemente dos que têm mais pontos de venda.
Giro de estoque
O consultor da Couromoda também falou sobre o giro de estoque. “O fabricante entrega o produto, mas a venda ou não do mesmo impacta não somente ao lojista. Com isso, é preciso atentar-se ao que é entregue ao cliente, se está vendendo ou não, pra ter um controle. Esse giro é importante e afeta a todos”, comenta.
Airton também comentou sobre o foco somente nas grandes redes. “O ideal é ampliar o número de lojas, do que viver somente em função de grandes varejistas”.
Público
A gerente comercial da marca Sport Fire, Mara Costa, foi uma das presentes na palestra. Para ela, os dados da pesquisa foram essenciais. “Nós que estamos dentro das fábricas, não damos tanto atenção. São informações valiosas, que nos fazem repensar nosso negócio”, cita.
Na percepção do gerente comercial da Via Salt, Mateus Lacerda, os dados sobre o enquadramento fiscal no Brasil chamaram a atenção. Outro ponto destacado por ele foi o investimento nos lojistas de pequeno porte. “Investir nos lojistas menores pode ser um bom caminho. É mais trabalhoso e exigente ter clientes pequenos, mas pode valer muito a pena no fim das contas”.
Os dados completos da pesquisa podem ser conferidos no link http://migre.me/pFpLh.






