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Presidente-executivo da Abicalçados participa de reunião no Sindinova
Presidente-executivo da Abicalçados participa de reunião no Sindinova
31 de agosto de 2015

Encontro abordou assuntos pertinentes ao setor calçadista

 

Cerca de 200 pessoas estiveram presentes no Sindinova, para um encontro com Heitor Klein, presidente-executivo da Abicalçados – Associação Brasileira das Indústrias de Calçados. O intuito foi falar sobre assuntos pertinentes ao polo, como Bloco K, NR´s, trabalho infantil e as realizações da Associação nos últimos meses. Junto a ele, também estavam à mesa o presidente do Sindinova, Pedro Gomes, e o advogado Dr. Gilson Pereira, especialista em Normas Regulamentadoras.

De acordo com Klein, visitas como essa nos principais polos calçadistas do país são uma forma de manter proximidade e conhecer a realidade local. “É uma maneira de saber as necessidades, ouvir sugestões e também de mostrarmos o que tem sido feito pela Abicalçados em prol da indústria calçadista”, comenta.

Para o presidente-executivo da Abicalçados, é essencial que o setor esteja unido para lutar por melhorias. O trabalho em conjunto de sindicatos, associações, representação política, geram retorno, caso da desoneração da folha de pagamento e do Reintegra. “Portanto, o nosso trabalho é escutar o que está acontecendo. Trabalhar isso e fazer pressão, apertar o pé de quem pode fazer. Mas sem estarmos todos juntos, sem ter essa cadeia de todas as instituições, não acontece nada”, diz.

Um dos assuntos também citados foi a terceirização da mão-de-obra. Para o presidente do Sindinova, Pedro Gomes, terceirizar o trabalho é viável, desde que o empresário esteja atento a questões legais. “O empresário tem que estar ciente que é ele o responsável por custear, e acompanhar para não ter problema. Heitor completa dizendo que na indústria de calçados, a terceirização já existia antes mesmo de ganhar esse termo, e que o mesmo está sendo discutido pelo Senado. “É uma questão que já sendo discutida no Senado, porque foi aprovada na Câmara dos Deputados, contemplando a terceirização, inclusive da atividade fim. Portanto atende o que nós precisamos nesse quesito. Mas lá no Senado há toda uma discussão. E o nosso argumento é o seguinte: o funcionário que é terceirizado, ele tem dupla garantia, mais inclusive que o funcionário da fábrica montadora. Porque se a banca não paga, o projeto já prevê que a empresa é solidária no processo. Então não tem argumento pra pretender eliminar a terceirização na atividade fim”, explica.

O bloco K foi outra pauta da reunião. Pedro afirma que a questão tem preocupado os empresários da indústria calçadista, já que o governo quer que seja computado o que se tem no estoque com o que é produzido. “O governo tem que arranjar uma forma diferente do que está sendo proposto. Nossa intenção não é deixar de fazer, mas é preciso verificar uma maneira adequada de realizar isso.” Klein argumenta que, por mais organizada que a empresa seja, da forma como querem implementar, é inviável colocar em prática. “Pior que isso, o governo também não vai conseguir receber todas essas informações.”

Em seguida, a discussão girou em torno das NR´s, especificamente da NR – 12. Heitor falou da colaboração dos polos calçadistas. “Com o apoio principalmente do sindicato de Nova Serrana, Birigui (SP) e de Franca (SP) e do Rio Grande do Sul, foi construído uma revisão da cartilha (que contém a inclusão de máquinas no anexo IX da NR-12), como forma de apresentar agora o anexo a CNI”.

O advogado Dr. Gilson Pereira destacou que não somente a NR-12 é penosa, mas outras normas que afetam os fabricantes de calçados. “Além da NR-12, outras NR´s estão sendo revistas. É preciso se atentar a todas elas. Agindo de forma preventiva, reativa e pró-ativa”, explica. Outro ponto importante foi o trabalho em conjunto com a Abrameq, com o intuito de que a Associação oriente os fabricantes de máquinas no processo de fabricação, para que esteja dentro da regulamentação. “O que a gente pede neste momento, é que os empresários aproveitem para readequar as fábricas. Conversar com quem foi multado, verificar o que precisa mudar. Tudo aquilo que estiver dentro do possível, que seja feito de imediato. Isso irá facilitar, caso a fiscalização volte”, aponta.

Ele também lembrou que a NR-12 visa a segurança do trabalhador, quesito que também é defendido por eles.

Por fim, Klein falou sobre o processo de revisão da medida antidumping contra calçados chineses. Segundo ele, o mesmo está em fase final na área técnica. Após as considerações, que incluem considerar os preços da Indonésia, a documentação será entregue a Camex – Câmara de Comércio Exterior.

Heitor Klein (terceiro da esq. para dir.) com Pedro Gomes, diretores do Sindinova e o advogado Dr. Gilson Pereira.
Heitor Klein (terceiro da esq. para dir.) com Pedro Gomes, diretores do Sindinova e o advogado Dr. Gilson Pereira.
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