
O Espaço Sindinova recebeu no dia 8 de dezembro o projeto Rotas para o Futuro. Em sua sexta edição, a iniciativa do Sistema Fiemg debateu entre empresários e trabalhadores da indústria o tema “Segurança e Saúde no Trabalho”, ministrada pelo médico do trabalho e especialista industrial da CNI, Gustavo Nicolai. Direcionada aos profissionais da área, bem como aos empresários, o evento proporcionou a análise de cenários, formas preventivas dos acidentes de trabalho e custos gerados com afastamentos e ações previdenciárias.
Na abordagem, foi discutida a necessidade de se repensar a reforma no sistema previdenciário e a modernização das leis trabalhistas, visando equiparar direitos de trabalhadores e empregadores. Entretanto, Nicolai defende que, apesar das leis serem eficientes e de haver cada vez mais métodos de fiscalização, trata-se de uma questão cultural. “Se pararmos para pensar, enxergamos duas grandes ações nesse sentido: mostrar ao empresário que prevenir o acidente de trabalho é mais barato que remediar e transformar a cultura do afastamento pelo sistema previdenciário, que parece ser o caminho mais fácil e mais barato, mas não é”, explica.

Somente em Minas Gerais, cerca de 70 mil acidentes de trabalho são registrados anualmente. Para o médico do trabalho, Nova Serrana, que é polo de indústrias manufatureiras e que possui grande rotatividade nas contratações, sente o impacto desse índice em função da repercussão. “A responsabilidade e a forma como a sociedade reage quando há alguma ocorrência nas fábricas de polos como os de Nova Serrana é mais intensa, pois há a força sindical, a presença da mídia, a coletividade, entre outros fatores. Ou seja: quando um sofre, todos sofrem. Da mesma forma, quando algo que beneficie a um é implantado, o resultado é colhido por todos”, finalizou Nicolai.
Antônio Azevedo
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